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  • adriana453

Reabilitação de patologias em pavimentos asfálticos

Eng. Paulo Peterlini falou sobre as principais patologias que afetam a malha rodoviária do Brasil

No dia 20/03 aconteceu o 2º Projeto Engenhar 2023 organizado pela CRASA Infraestrutura. O convidado foi o Eng. Paulo Peterlini, que falou sobre o tema “Reabilitação de Patologias em Pavimentos Asfálticos” em um encontro on-line com mais de 50 participantes da área de engenharia e obras de grande porte de todo o Brasil. Peterlini é Mestre em Engenharia Civil, Infraestrutura e Gerência Viária e compartilhou sua ampla vivência na solução dos principais problemas que afetam o asfalto das rodovias brasileiras. “A reabilitação asfáltica é mais do que uma ciência. Não existe uma receita exata, as soluções demandam muita experiência em campo. Tem que rodar trechos de estrada, aliar conhecimento teórico ao prático. Atualmente também temos muita tecnologia para nos apoiar, e ela sempre tem que estar aliada à sabedoria”, iniciou o Eng. Peterlini.

A correção do asfalto é um dos principais desafios logísticos do Brasil, cuja malha rodoviária federal tem 65,4 mil km pavimentados. Por essa extensão, circula 65% da carga do país, com tráfego intenso de cargas, além da circulação de ônibus e veículos leves. As informações são da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e do Ministério da Infraestrutura.

Com o tempo, a performance das estradas é reduzida e o custo operacional aumenta, tanto para a manutenção quanto para os próprios veículos. Os problemas mais observados nas estradas brasileiras são os trincamentos, as deformações e as desagregações. O surgimento destas patologias é provocado por uma combinação de fatores, que passa pela qualidade do asfalto empregado na pavimentação e tem relação com elementos externos, como a temperatura do solo e o excesso de carga para uma rodovia. O Eng. Paulo Peterlini destacou que o planejamento da construção é fundamental para evitar tais patologias: “É preciso analisar tecnicamente esses aspectos, pensando sempre em como o asfalto estará daqui a 15 anos”.

Ao longo de sua apresentação, Peterlini mostrou aos participantes quais são as metodologias que a engenharia rodoviária tem utilizado para a correção do asfalto danificado: “O levantamento da condição estrutural do pavimento permite que o projetista tenha informações estratégicas para definir o tipo de correção que será feita, caso contrário, a tendência é que o problema se repita e alcance graus maiores, passando de uma fissura para uma trinca e até causando rupturas maiores”.

Os participantes tiveram a oportunidade de conhecer ou relembrar tópicos da engenharia rodoviária que são fundamentais para que o país tenha uma malha rodoviária mais eficiente e saudável a longo prazo. Peterlini falou ainda sobre a importância da análise do tráfego que leva às manifestações patológicas, sobre os procedimentos necessários para a correção adequada e sobre as principais diretrizes dos órgãos relacionados ao tema, como o DNER, o SENATRAN e o DNIT.




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