Energia Renovável. Sustentabilidade e Rentabilidade na Construção Civil




As cidades inteligentes, também conhecidas como smart cities, vem recebendo destaque principalmente no quesito sustentabilidade, uma vez que este é um dos critérios que compõe o Índice de Desempenho Ambiental (IDA), método para quantificar e classificar numericamente o desempenho ambiental das políticas de um país. Recentemente, falamos sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) aqui no blog e sobre como as pessoas e empresas podem atuar para que alcancemos um futuro mais sustentável.


Neste contexto, os avanços na área de energias renováveis, ou seja, aquelas que se utilizam de recursos naturais como água, sol, ar, vento e chuva são fundamentais. Países como a Suécia, Islândia, Dinamarca e China são referências globais na implementação e investimento neste tipo de energia.


Em novembro de 2019 ocorreu, em Barcelona na Espanha, o World Smart City Awards, premiação que reconhece projetos pioneiros, ideias e estratégias que promovam o desenvolvimento urbano em todo o mundo.


Curitiba foi anunciada como uma das finalistas na categoria City Award (Prêmio Cidade), com o Vale do Pinhão, um movimento da Prefeitura e do ecossistema de inovação para levar o desenvolvimento sustentável para toda a cidade.


A cidade sueca de Estocolmo foi consagrada como campeã com o projeto GrowSmarter, que alia, em uma parceria público-privada, a integração de 12 soluções em energia, infraestrutura e mobilidade. Acredite, 99% do lixo produzido na cidade é transformado em energia elétrica!


O Brasil vem avançando nesta tendência, principalmente no setor da construção civil. Segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), o Brasil ficou em oitavo lugar entre os países com maior capacidade de geração de energia eólica instalada no ano de 2018. Foram investidos US$ 1,3 bilhões no setor e evitada a emissão de 21 milhões de toneladas de gás carbônico.



Fonte: http://abeeolica.org.br


O desgaste do meio ambiente, pela forma como extraímos e utilizamos os recursos naturais, é preocupação crescente a nível mundial. Afinal, são recursos finitos que precisam ser aproveitados ao máximo. A indústria da construção é uma das atividades que mais consome recursos naturais – estima-se, internacionalmente, que entre 40% e 75% dos recursos naturais existentes são consumidos por esse setor, resultando, assim, em uma enorme geração de resíduos. Só no Brasil, a construção gera 25% do total desses resíduos.


Professor Dr. Wilmar Mattes, pesquisador da University of California, afirma que a indústria da construção civil é uma das que mais consomem recursos naturais. Em virtude disso, as construções precisam, segundo ele, atender 6 pré-requisitos para serem consideradas “verdes”:


1. Sustentabilidade do canteiro de obras e da região em torno dele, inclusive com recuperação de todas as áreas que forem afetadas pela construção;


2. Eficiência total no consumo de água, ou seja, reaproveitamento da água utilizada e aproveitamento da água da chuva;


3. Garantia da redução do consumo e da eficiência energética do prédio, inclusive com uso de fontes renováveis de energia;


4. Reciclagem e tratamento correto dos dejetos e resíduos;


5. Trabalhar para manter baixos níveis na emissão de poluentes e usar materiais de origem vegetal (ou reciclados) no acabamento ou infraestrutura;


6. Buscar sempre a melhoria e a adequação dos procedimentos.


De acordo com a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), a disseminação de novas tecnologias é a grande aliada para baratear o custo de produção de energia renovável, pois a tornará mais viável e acessível. De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), estima-se que 46% da energia produzida e utilizada no país seja renovável.


Ainda segundo a IRENA, em 2020, a eletricidade produzida a partir da energia eólica e solar fotovoltaica (luz solar), será consideravelmente mais barata do que a gerada por qualquer fonte de combustível fóssil.


Além de inesgotáveis, apresentam impacto ambiental muito menor por não produzirem dióxido de carbono ou outros gases com “efeito estufa”, e ainda oferecem menos risco que a energia nuclear. O uso de energia solar e eólica pode reduzir em 80% a poluição causada, principalmente, pelas grande obras.  


O crescimento da construção civil está totalmente ligado ao crescimento do país: o setor, além de movimentar milhões anualmente, impacta diretamente na qualidade do meio ambiente e busca cada vez mais alternativas para apresentar soluções construtivas sustentáveis. De acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), o setor construtivo é responsável por aproximadamente metade do total de quilowatts produzidos no planeta. No Brasil, segundo dados da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), 44% de toda energia elétrica consumida no país é destinada ao setor da construção civil, seja nos setores residenciais, públicos e comerciais.


É fato que a energia renovável no país e no setor de engenharia civil, cresceu consideravelmente nos últimos anos. O uso de energia solar por meio de painéis fotovoltaicos já é realidade para muitas construtoras, o que torna a construção mais rentável, agrega valor à obra e faz com que ela colabore com o meio ambiente.

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