Inaugurada Alça de Integração da ponte Rio-Niterói à Linha Vermelha.

Atualizado: 18 de fev. de 2020


Na tarde do último sábado, dia 15, foi inaugurada a integração da ponte Rio-Niterói à Linha Vermelha, uma obra de grandes proporções que a CRASA se orgulha de ter participado por meio do Consórcio Alça da Ponte e com a parceria da administradora Ecoponte, empresa do Grupo EcoRodovias.


Com obra iniciada em maio de 2018, o viaduto de 2,5 quilômetros de extensão em trecho elevado e duas faixas de rolamento, é exclusivo para veículos coletivos e de passeio, e favorecerá ao menos 20% dos 75.000 motoristas que utilizam, diariamente, a ponte em direção à capital fluminense. Além de melhorar o fluxo desviando o tráfego pesado do centro, a obra traz grandes benefícios para a economia do Rio de Janeiro e para o país, uma vez que o fluxo de cargas será levado direto para a zona portuária numa via segregada.


A alça também irá melhorar o trânsito na Avenida Brasil, no sentido Zona Oeste, atravessando o bairro do Caju, já que cerca de 15 mil veículos deixarão de cruzar a via para acessar a Linha Vermelha pela saída da Ponte. A Linha Vermelha é uma das principais vias expressas da capital fluminense, que liga os municípios do Rio e São João de Meriti, passando também por Duque de Caxias.


A equipe técnica da CRASA formada pelos profissionais: Eng. Paulo Okada (Gerente de Engenharia), Marconi Assis (Gerente de Contrato), Eng. Cleber Muniz (Coordenador de Obras), Israel Lederman (Gerente de Produção) e Nykolas Nascimento (Encarregado Administrativo), nos trazem importantes dados e informações sobre os desafios do projeto, ganhos sociais e econômicos obtidos, bem como os principais avanços tecnológicos que servirão de modelo para construções futuras, resolvendo dificuldades de outras metrópoles brasileiras.


Principais desafios de engenharia para a realização do projeto:


- Planejamento da logística da obra, considerando o seu desenvolvimento, variando em área urbana, comunidade carente, complexo de cemitérios do Caju, área Portuária, via ferroviária e área Militar, o que demandou um planejamento executivo de grande complexidade;


- Planejamento do pátio industrial, envolvendo linha de fabricação de peças pré-moldadas de grande comprimento, sua movimentação e estoque, visando todo o lançamento de pré-moldados de maneira ordenada. Resultado: Fabricação de aproximadamente 470 vigas pré-moldadas, com um ciclo de produção de 15 vigas pré-moldadas por semana;


- Desenvolvimento de metodologia construtiva que possibilitou a execução da obra confinada em linha férrea convivendo com a operação diária da MRS (operadora);


- Execução de fundação com camisa metálica perdida em áreas de aterro sanitário;


- Aprimoramento dos projetos executivos, otimizando os prazos de execução da obra.


Ganhos sociais e econômicos:


- Mobilidade urbana, otimizando o tempo de deslocamento no sentido Niterói / Baixada Fluminense, desafogando o tráfego da Av. Brasil;


- Aproximadamente 1000 empregos diretos gerados pelas obras, sendo, no pico, 626 contratadas pelo consórcio e 350 por subcontratados;


- Profissionalização da mão de obra local, através de treinamentos e novas tarefas que resultaram em promoções;


- Futura urbanização das principais vias do bairro do Caju, situadas sob o elevado.


Ganhos tecnológicos e em processos para projetos futuros


- Produção industrial de vigas pré-moldadas;


- Reaproveitamento de resíduos de construção.


O equipe informa, ainda, que foram utilizadas tecnologias de ponta para a execução de fundações, monitoramentos (ensaios) e execução de pavimento rígido com índice de conforto de excelência.


Todos os materiais descartados foram destinados a Bota Fora devidamente licenciados e classificados, e o processo de demolição de estruturas de concreto foi realizado por equipamentos que permitiam o seu reaproveitamento na execução da obra o que configura um ganho ambiental de grandes proporções.”


A Ponte Rio-Niterói, originalmente Ponte Presidente Costa e Silva, foi inaugurada em 1974 e representa um dos grandes marcos da engenharia brasileira. Para que se tenha dimensão do tamanho desta obra, apresentamos a seguir alguns números impressionantes:


  • a ponte possui 13,29 quilômetros de extensão;

  • é a maior ponte do Hemisfério Sul

  • possui o maior vão em viga reta contínua do mundo: o vão central de 300 metros de comprimento e 72 metros de altura;

  • a mais importante estrutura de concreto protendido (técnica de construção utilizada para aumentar a resistência do concreto) das Américas, com mais de 2.150 quilômetros de cabos no interior de sua estrutura;

  • é uma das maiores pontes do mundo em volume espacial (área construída), por conta de seu comprimento, largura e a altura dos pilares e das fundações submersas cravadas na rocha do fundo da Baía de Guanabara.


A cerimônia de inauguração contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro, do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e demais representantes do governo federal.


A CRASA se orgulha por participar deste importante momento da construção brasileira através da melhoria de sua infraestrutura viária! Por meio deste projeto altamente complexo e que utilizou tecnologia de ponta em sua execução, a CRASA reafirma ser uma empresa sem limites em termos de construção pois acredita que TUDO PODE SER CONSTRUÍDO!

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